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Da Cisjordânia, os efeitos vão desde a média de seis ataques diários por ocupantes de assentamentos considerados “extremistas”. Para estabilizar a região, Guterres pediu negociações sérias sobre a questão nuclear do Irã, exigindo garantias de que o programa nuclear iraniano seja exclusivamente pacífico. Em termos de baixas, a ONU perdeu sete soldados de paz da durante o conflito, incluindo uma vítima na última semana. Análise ao Conselho de Segurança menciona focos ativos de crise, do flagelo humanitário em Gaza à escalada de tensões no Golfo Pérsico; líder das Nações Unidas alerta que diplomacia internacional corre contra o relógio para evitar o pior. Alguns países precisarão de perdão de dívida, analisado caso a caso, afirmou Gill.
Gaza, Cisjordânia e outros conflitos regionais
Isso equivale a 32 países, mas o número pode aumentar rapidamente se os juros subirem, disse Gill. A previsão divulgada pelo Banco Mundial em junho mostrou que 40% dos países de baixa e média renda já estavam em situação de sobreendividamento ou corriam alto risco de chegar a esse ponto. Alguns países com dificuldades financeiras solicitaram ao Fundo Monetário Internacional a ampliação de empréstimos já existentes.
Impacto dos ataques iranianos
- A crise forçou os sistemas de saúde a lidar com as consequências da guerra entre Estados Unidos e Irã.
- Além disso, o Paquistão pediu nesta semana aos Estados Unidos uma linha de estabilização cambial de US$ 10 bilhões, segundo uma fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters.
- Guterres disse que os números do deslocamento dispararam para mais de 1 milhão de civis forçados a abandonar suas casas.
- António Guterres apontou que a situação ameaça desencadear um conflito total com impactos globais no comércio, na inflação e na segurança alimentar.
Já as nações mais endividadas tendem a ser afetadas pelo aumento dos custos de financiamento, à medida que os juros sobem e reduzem os recursos disponíveis para educação, saúde e outros serviços essenciais. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz segue interrompido, enquanto os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval aos embarques da Arábia Saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica que dá acesso ao Mar Vermelho. Em entrevista na noite de terça-feira, ele afirmou que o pior deles, que prevê hostilidades por seis meses ou mais, já está perto de se concretizar. Gill, que se aposenta no fim de agosto, disse que o banco elaborou três cenários para sua previsão econômica de junho, diante da elevada incerteza em torno da guerra no Oriente Médio. A instalação está em estágio inicial de construção e não continha material nuclear na última visita da Agência. Além disso, explosões próximas ao hospital de referência Baqaei, no início desta semana, forçaram a evacuação preventiva de crianças que recebiam tratamento especializado contra o câncer.
Preocupações com ataques perto de usinas nucleares
A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, está analisando relatos de um ataque ao canteiro de obras de uma usina nuclear planejada em Darkhovin, no Irã. A representante da OMS afirmou ainda que no Catar, a queda de estilhaços feriu cinco civis, incluindo uma criança. A crise forçou os sistemas de saúde a lidar com as consequências da guerra entre Estados Unidos e Irã. Em diversas partes do Oriente Médio, a população está vivendo, mais uma vez, sob o medo e a incerteza de ataques recorrentes.
António Guterres encerrou o seu pronunciamento lembrando ao mundo que a diplomacia e os mecanismos da Carta da ONU são as únicas ferramentas viáveis para a paz. Guterres afirmou que a Faixa de Gaza deve continuar a integrar um Estado Palestino unificado. Ele também clamou por uma nova arquitetura de segurança para o Golfo, baseada na não interferência e no respeito à soberania. Em relação à destruição de infraestrutura, contam-se comunidades libanesas inteiras desarraigadas e infraestruturas civis demolidas.
1 de 1 Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026. Embora não se acredite que o ataque relatado apresente qualquer risco radiológico, a Aiea reiterou o apelo por contenção militar nas proximidades de todas as instalações relacionadas à energia nuclear. O Kuwait relatou feridos e danos materiais significativos após um ataque a uma instalação petrolífera, bem como a desativação de várias unidades de geração de energia após ataques a usinas e de dessalinização de água.
O secretário-geral das Nações Unidas advertiu, nesta terça-feira, sobre a continuação da escalada de violência impulsionada por novos ataques e uma rápida piora diplomática em meio à atual crise no Oriente Médio. Gill afirmou que países pobres que ainda não se recuperaram dos efeitos da pandemia de Covid-19 podem enfrentar maior insegurança alimentar. Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026.
Segundo ele, países pressionados pelo peso da dívida acabarão consumindo recursos que poderiam ser destinados à educação, à saúde e a outras áreas essenciais para sustentar o crescimento futuro. Além disso, o Paquistão pediu nesta semana aos Estados Unidos uma linha de estabilização cambial de US$ 10 bilhões, segundo uma fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters. Segundo Gill, se a inflação acelerar, pode levar apenas alguns meses para que países altamente endividados enfrentem dificuldades para honrar o pagamento de suas dívidas. A guerra se intensificou nesta semana, com forças norte-americanas bombardeando alvos no sul e no oeste do Irã e Teerã atacando instalações dos EUA no Barein, no Kuwait e na Jordânia. As declarações são as primeiras de uma autoridade de alto escalão do Banco Mundial desde a forte escalada das tensões entre Washington e Teerã e o fim do cessar-fogo, que havia alimentado esperanças de um impacto menos severo do conflito.
Guterres disse que os números do deslocamento dispararam para mais de 1 milhão de civis forçados a abandonar suas casas. Em seu discurso ao Conselho de Segurança, o chefe das Nações Unidas destacou que a região está sendo arrastada para um abismo, e as consequências já se refletem fora do bonus boas vindas cassino Oriente Médio. Os países em desenvolvimento, no entanto, enfrentam riscos significativamente maiores. Gill observou que as maiores economias do mundo — Estados Unidos, China e Índia — permanecem relativamente protegidas dos efeitos da guerra, cada uma amparada por diferentes fatores de resiliência. Nos países de baixa renda, o indicador chegou a 67%, ante cerca de 40% no período pré-pandemia. A relação média entre dívida e PIB dos países emergentes e em desenvolvimento era de cerca de 74% em 2025, bem acima dos 50% a 55% registrados antes da pandemia, segundo dados do Banco Mundial.
Já no Bahrein, civis também ficaram feridos e depósitos de combustível foram alvos de ataques iranianos. A mediação do conflito iemenita permitiu a libertação de 1,6 mil detidos ligados aos confrontos, no maior acordo registrado desde o início da guerra. O secretário-geral também assinalou para conflitos do Iêmen e da Síria, mostrando os resultados mistos da diplomacia internacional.